Lago Enol – Covadonga

Ao oitavo dia do mês de agosto de 2014, em plena viagem pelos Picos de Europa, depois de acertarmos a descoberta do santuário e zona limítrofe de Covadonga, e após algumas indefinições devido ao estado incerto do tempo, lá nos resolvemos a comprar o bilhete e somos visitar a pitoresca e bucólica zona dos Lagos de Covadonga. Felizmente, as informações que nos deram à entrada para o autocarro estavam corretas e a zona dos lagos estava já liberta de nevoeiro. À chegada, seguimos de imediato, quais cordeirinhos, em procissão pelo percurso sugerido, que passava pelos lagos e ainda pelas minas.

A primeira paragem foi num miradouro maravilhoso, que nos ofereceu uma vista estupenda para um enorme prado que jazia aos nossos pés. Seguiu-se uma visita às minas. Ao longo do tempo, a terra foi sendo esventrada e ficaram apenas pinocos de rocha onde, a cada curva, se escondem incontáveis buracos. Chegámos depois ao Lago Ercina, onde encontrámos um maravilhoso cenário, com centenas de vacas espalhadas pelo campo verdejante, com o lago a servir de fronteira e de plano de fundo. Parecia que estávamos no filme Música no Coração. Depois das fotos, a Valente achou que estava na altura de ir tomar um café e eu subi ao topo da colina. Descortinei depois uma possibilidade para subir, através de uma nesga de espaço, à montanha que se erguia à minha frente, o Pico Mosquital. Após uns momentos a ganhar juízo, lá discerni que deveria existir um acesso mais fácil e menos arriscado.

Voltei para trás, desci o monte em direção ao Lago Enol e fiz a subida pela outra encosta. Corri até ao meio da subida, mas depois tive que resfriar a vontade e suster o fôlego. Segui então pelo monte até ao marco geodésico. Pelo meio aproveitei para tirar esta foto, onde se vislumbra o lago Enol, na companhia de muitas vacas. É absolutamente incrível pensar como é que elas lá terão chegado acima. A natureza encontra sempre uma forma de vingar! Depois de conquistar o topo, desci do pico e fui reencontrar a Valente perto do lago. Seguimos depois, céleres, para a zona dos autocarros, pois o nevoeiro estava a tomar conta da zona e em pouco tempo deveria começar a pingar. A montanha estava prestes a recuperar os Lagos de Covadonga para si.

Lago Enol – Covadonga

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