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Regresso ao Cântaro Magro, para a 13ª edição a ver nascer o sol no coração da Serra da Estrela. O evento já passou por vários formatos, desde edições solitárias até convívios com dezenas de pessoas, mas continua tão especial para mim que é como se cada vez fosse a primeira, numa espécie de passagem de ano pelo solstício da vida.

Chegámos à Estrela por volta das 10h e depois de uma breve apresentação a quem desconhecia o Cântaro Magro, seguimos para o Covão d’Ametade para nos juntarmos ao restante grupo. A caminhada escolhida acabou por ser o PR5 – Rota do Maciço Central, precisamente no dia em que tinham passado 10 anos de uma outra expedição no mesmo contexto.

Seguindo pelo percurso, subimos o grande Vale da Candeeira e fomos almoçar na apaixonante Lagoa do Peixão. Recomposto o estômago e registadas as imagens em baixo, fomos até ao Fragão do Poio dos Cães registar as imagens em cima, num dos melhores panoramas da serra. Atalhando a montante, aproximámo-nos dos cântaros, adiámos a subida ao Gordo, e descemos a pique para o Covão Cimeiro, alcançando pouco depois o Covão d’Ametade, deixando para trás cerca de 12 km.

Seguiu-se mais uma edição da emblemática Sopa da Pedra, numa serra que estava ainda em falta n’Os Salteadores da Sopa Perdida, depois de edições na Freita, Gerês, e Marão, em grutas, capelas, mosteiros, castelos e afins. Com um apuramento de condimentos cada vez mais especializado, o resultado vai superando as melhores expetativas e preenchendo a memória degustativa.

A subida ao Cântaro Magro aconteceu já depois do pôr-do-sol, com o tempo a prometer um céu limpo. Com os preparativos tratados, seguiu-se uma noite de luar e ventosa, passada entre momentos de contemplação, pouco descanso num buraco rochoso em forma de tenda e uma nova descida/subida pela madrugada para ir buscar mais atendentes.

O sol cumpriu-se e ofereceu novas imagens panorâmicas às memórias, num momento que continua especial pelo local, circunstâncias e significado. O manuscrito mantém-se por lá, desde 2013, resistindo ao clima e à passagem d’O Tempo Inquieto. Obrigado a todos pela partilha destes momentos. Uma última palavra de saudade para o Roberto, que esteve no início desta aventura.

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