Dez anos pela cidade Invicta, em jeito de preparação para prova rainha, e finalmente fui correr a meia maratona do Porto. É a melhor prova de estrada em que já participei, tanto pelo nível de organização, medalha, cenário, percurso e envolvimento do público. Gostei muito e regressarei.
Normalmente, em dia de prova, durmo levemente a magicar a corrida e o despertador nem é necessário. Desta vez, sem despertador, apenas iria correr nos sonhos. Fui mais cedo para tentar escapar às dificuldades de estacionamento e não precisei de andar a correr para chegar à partida. Pode parecer irrelevante, mas já me atrasei algumas vezes e não é agradável, ainda que tivesse sido sempre em pesadelos. O dia estava cinzento e pelo meio ainda tivemos uma chuva miudinha. Aliado ao cenário da prova, estavam então criadas as condições quase perfeitas para uma boa corrida de domingo.
Quanto à prova, uma pessoa pode até repetir cem vezes que vai respeitar o ritmo individual. Porém, de quando em vez, lá vem o dia em que há um qualquer instinto que nos impele a saltar por cima do bom senso. Acabei por iniciar com um ritmo demasiado ambicioso e depois do meio da prova paguei pela audácia. Mais um motivo para regressar. O resto fui cumprindo, entre apreciar as vistas, tentar enganar a mente e pedir desculpa ao corpo pelo trabalho forçado e mal planeado.
Cerca de 1h 40m depois, com o êxtase da meta, o martírio foi levado pela corrente e na memória ficou apenas uma miríade de boas sensações. Até para o ano, meia. Olá, maratona, prometo mil vezes respeitar o meu ritmo, caso o consiga encontrar entretanto. Obrigado, Porto.








