Las Médulas
Mais de uma década depois regressámos a Las Médulas. A visita anterior tinha acontecido de passagem, em direção a umas férias emblemáticas nos Picos de Europa. Desta vez, a ideia passava por descobrir alguns locais desta zona e pelo meio aproveitámos para revisitar estas antigas minas de ouro do período romano. Chegados à aldeia homónima, deixámos o carro no parte indicado e lá seguimos pela pitoresca estrada em direção ao início da caminhada.
Cirandando pelo percurso mais curto na parte baixa, sempre acompanhados pelos abundantes e seculares castanheiros, fomos passando pelos castelos de argila que se erguem contra a erosão. Com paragens nas grandes covas de La Cuevona e La Encantada, entre buracos de céu aberto e trilhos pelas antigas minas que desembocam em vertigens, no regresso aproveitámos para almoçar no simpático restaurante Agoga do início do trilho.
Após um almoço reconfortante, seguimos de carro até ao Mirante de Orellán, de onde revisitámos a vista inteira da paisagem cultural de Las Médulas. Descemos também à mina visitável e calcorreamos os trilhos pelos interstícios até ao grande buraco da parede sobre o vale. E, a cada passo, fica o fascínio pela engenharia romana em trazer água por centenas de quilómetros montanhosos, abrir buracos no planalto e usar a água para escavar a paisagem que vemos atualmente.
Castelo de Cornatel
Na rota do legado templário da região, depois da referência que tinha ficado da visita do dia anterior ao castelo de Ponferrada, vindos de Las Médulas, fomos visitar o Castelo de Cornatel. A estrada serpenteia até meio da encosta e deixa-nos à beira de um pequeno trilho que sobe às arribas graníticas onde os templários desenharam o castelo.
Conforme explicado pelo guia, há ali dois pormenores que se salientam: o facto de o edifício secular manter um traço original com poucos retoques e sobretudo as vistas fantásticas sobre o outro lado do vale, em particular no miradouro que fica na casa de mordomia que existe no castelo. Apetece ficar por ali o resto do dia a anotar todas as curvas vertiginosas da paisagem.
À saída do castelo e no miradouro ao lado, com vistas fantásticas para o vale, fomos também ao autoproclamado banco mais bonito do Bierzo, de onde é possível contemplar uma visão inteira do castelo, engenhosamente alicerçado no topo do amontoado granítico.













