Roca Negra

O meu Gerês preferido. No coração da serra mais selvagem e isolada do país, erguem-se dois gigantes de pedra em forma de rocas. De um lado a Rocalva, do outro lado a Roca Negra. À sua maneira é uma espécie de yin-yang da montanha. Uma filosofia de vida geresiana à prova do tempo. Estas rocas dominam tudo o que passa por ali. Parecem duas portagens à espera de pastores, de animais e de almas. Assentei pela primeira vez os pés na Roca Negra em agosto de 2011. Recordo-me de ali ter encontrado, à distância de uma descoberta, um livro de Miguel Torga. Lê-lo nos contrafortes do Gerês foi uma experiência fantástica! Desde então fui fazendo planos para regressar e tal acabou por acontecer numa caminhada de homenagem à memória do Roberto Costa. A Roca Negra é definitivamente o meu lugar predileto nesta serra de encantos. A vista para o vale e para a Rocalva, o rochedo mais icónico do Gerês, é memorável! Contudo, uma imagem não vale meia contemplação. É necessário estar lá para se perceber de facto o quão fantástico é conquistar a Roca Negra, o meu Gerês preferido.
2015-09-12